Dr. Juan Aquino

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Dr. Juan Aquino — Ortopedista e Cirurgião de Coluna | CRM-RJ 52.99624-6 | RQE 28310.

A psicologia da dor pode ajudar a lidar com o sofrimento e com as limitações da dor crônica. O acompanhamento trabalha pensamentos, emoções e comportamentos que interferem na rotina. Ele pode integrar o tratamento da coluna sem significar que a dor seja imaginária ou que a investigação médica deva parar.

Por Que Procurar um Psicólogo Quando a Dor É Física?

Conviver com dor por meses pode afetar o descanso, o trabalho, os relacionamentos e a confiança para se movimentar. Uma consulta psicológica abre espaço para entender essas mudanças e planejar formas de enfrentamento.

Você não precisa ter um diagnóstico de depressão para se beneficiar de apoio. Dificuldade para retomar atividades, preocupação constante e sensação de que a vida passou a girar em torno da dor são assuntos pertinentes.

O cuidado segue o modelo biopsicossocial: fatores físicos, emocionais e sociais podem coexistir. Acolher o sofrimento não elimina a necessidade de examinar a coluna e avaliar sintomas novos.

Como Funciona a Terapia Cognitivo-Comportamental?

A terapia cognitivo-comportamental, ou TCC — cognitive behavioral therapy (CBT), explora relações entre pensamentos, emoções e ações. O profissional pode ajudar a reconhecer previsões ameaçadoras, organizar atividades e desenvolver estratégias para enfrentar dificuldades.

Um exemplo: a pessoa teme nunca mais conseguir passear com a família. Na terapia, essa preocupação pode ser examinada junto com experiências anteriores, limitações atuais e possibilidades de adaptação. As metas devem combinar com o plano de reabilitação.

O objetivo não é obrigar alguém a pensar positivo. É ampliar formas de responder à dor, com expectativas realistas e espaço para frustrações. As atividades entre sessões são combinadas, não impostas como prova de esforço.

O Que É Terapia de Aceitação e Compromisso?

A ACT — acceptance and commitment therapy trabalha a relação com pensamentos e sensações difíceis, além de ações orientadas pelo que tem valor para a pessoa. Isso pode incluir vínculos, autonomia e participação social.

Aceitação não significa desistir do tratamento. O trabalho procura reduzir a necessidade de esperar que toda dor desapareça para construir uma vida com significado, respeitando limites e segurança.

A diretriz NICE NG193 orienta considerar ACT ou TCC para dor crônica primária, com profissional capacitado. Essa recomendação tem um contexto específico e não substitui o tratamento de doenças que expliquem a dor.

Mulher de cabelos grisalhos conversa com um profissional em consultório.
Escuta e planejamento compartilhado fazem parte do cuidado integral da dor. Imagem ilustrativa.

Quais Resultados São Realistas?

Uma revisão Cochrane de 2020 encontrou benefícios médios pequenos ou muito pequenos da TCC sobre dor, incapacidade e sofrimento. A quantidade de estudos sobre ACT era menor e as conclusões mais incertas.

Psicoterapia não garante ausência de dor. Retomar uma atividade, reduzir o sofrimento diante de uma crise ou melhorar a comunicação com a família também podem ser resultados relevantes.

Não existe um número universal de sessões. Combine objetivos e momentos de reavaliação. Se o acompanhamento não estiver ajudando, converse sobre ajustes, outros profissionais e barreiras práticas, sem transformar a falta de melhora em culpa.

O Que Conversar na Primeira Consulta?

Conte como a dor começou, o que já foi investigado e quais tratamentos estão em andamento. Descreva como você dorme, quais atividades abandonou e o que mais teme. Não é necessário preparar uma explicação perfeita.

Leve uma meta concreta: conseguir participar de um almoço, voltar a caminhar com segurança ou lidar melhor com a ansiedade antes de um exame. A meta deve fazer sentido na sua vida.

Também vale conversar sobre ansiedade, depressão e medo de movimento, quando presentes.

Como Integrar Psicoterapia e Tratamento da Coluna?

As funções dos profissionais se complementam. A avaliação médica investiga doenças e necessidade de tratamentos específicos; a fisioterapia acompanha movimento e função; a psicoterapia aborda sofrimento e estratégias de enfrentamento.

Compartilhar objetivos, com seu consentimento, ajuda a evitar orientações contraditórias. Não suspenda medicamentos nem abandone acompanhamento por ter iniciado terapia.

Sintomas novos, como perda de força progressiva, alterações urinárias associadas a dormência genital ou febre com dor importante, precisam de avaliação médica rápida. Atribuí-los automaticamente ao estado emocional pode atrasar o diagnóstico.

Como Escolher e Acompanhar o Tratamento?

Procure psicólogo com registro profissional e experiência no atendimento de pessoas com dor persistente. Pergunte sobre a abordagem, como serão definidos os objetivos e como o trabalho se integra aos demais cuidados.

A relação terapêutica precisa permitir perguntas e discordâncias. Relate se alguma proposta aumenta seu sofrimento ou não se adapta à rotina. Promessas de cura e frases que desqualificam a dor não ajudam a construir confiança.

Registre pequenas mudanças em participação, autonomia e sofrimento. Acompanhar esses aspectos junto com a intensidade da dor torna a avaliação do cuidado mais completa.

Valores e sentido de vida também podem aparecer na conversa terapêutica. O artigo sobre espiritualidade e dor crônica aprofunda essa dimensão, respeitando as crenças e escolhas de cada pessoa.

Perguntas Frequentes

Psicologia da dor significa que a dor é imaginária?

Não. A dor é real, e o cuidado psicológico pode integrar o tratamento de seus impactos.

Preciso ter depressão para fazer psicoterapia?

Não. Dificuldades de adaptação, preocupação e limitações na rotina também podem motivar acompanhamento.

O que significa TCC?

É a terapia cognitivo-comportamental, que trabalha relações entre pensamentos, emoções e comportamentos.

O que significa ACT?

É a terapia de aceitação e compromisso, voltada à flexibilidade psicológica e a ações ligadas aos valores pessoais.

Aceitar a dor é desistir de melhorar?

Não. Na ACT, aceitação não implica abandonar investigação, reabilitação ou tratamento.

Psicoterapia cura a dor crônica?

Não há garantia de cura. Os benefícios variam e podem envolver sofrimento, função e qualidade de vida.

A terapia substitui a fisioterapia?

Não necessariamente. As abordagens têm funções diferentes e podem integrar o mesmo plano.

Devo suspender remédios ao iniciar terapia?

Não por conta própria. Mudanças em medicamentos devem ser discutidas com o prescritor.

Quantas sessões são necessárias?

Depende da avaliação e dos objetivos. Combine revisões periódicas do plano com o profissional.

Como saber se estou melhorando?

Observe autonomia, participação nas atividades e sofrimento, além da intensidade da dor.

Avaliação e Acompanhamento

A avaliação da coluna pode ajudar a organizar a investigação da dor e o cuidado com os profissionais necessários.

Avaliações no Google

Confira as experiências relatadas pelos pacientes. As necessidades de tratamento e os resultados variam entre pessoas.

Fontes e Referências

NICE NG193. Recomendações para dor crônica primária.

Williams e colaboradores. Terapias psicológicas para dor crônica em adultos. Cochrane, 2020.