Dr. Juan Aquino

Dr. Juan Aquino — Ortopedista e Cirurgião de Coluna | CRM-RJ 52.99624-6 | RQE 28310. Formação e experiência.

Causalgia é o termo historicamente associado à síndrome da dor regional complexa tipo II (SDRC tipo II), na qual existe lesão nervosa identificável. Pode causar dor persistente, frequentemente descrita como queimação, acompanhada de alterações de sensibilidade, temperatura, cor, suor e movimento.

O diagnóstico depende do conjunto de sintomas e sinais. Entenda o significado de causalgia, a diferença entre os tipos de SDRC e como o tratamento pode combinar reabilitação, medicamentos e, em casos selecionados, neuromodulação.

Neste Artigo

Causalgia: significado

SDRC tipos I e II: diferenças

Sintomas e diagnóstico

Tratamento da causalgia e fisioterapia

Quando considerar neuroestimulador?

Perguntas sobre causalgia

Três artigos científicos

Causalgia: O Que Significa?

Na prática clínica, causalgia se refere à SDRC tipo II, associada a lesão nervosa identificável. Não é um nome para qualquer dor em queimação. Esse sintoma também aparece em outras neuropatias e precisa ser interpretado junto ao exame.

Um trauma ou uma cirurgia pode anteceder o quadro. A avaliação busca esclarecer a lesão e verificar se os achados preenchem os critérios da síndrome.

Síndrome da Dor Regional Complexa: Tipos I e II

Tipo I: sem lesão nervosa identificável que defina o quadro. Tipo II, ou causalgia: com lesão nervosa identificável. A distinção não mede a intensidade da dor.

Você também pode encontrar o nome “síndrome da dor complexa regional” ou “síndrome dolorosa regional complexa”. São variações usadas para se referir à SDRC. O tipo I e o tipo II pertencem a essa classificação, mas causalgia designa especificamente o tipo II.

Sentir queimação depois de uma cirurgia não confirma causalgia. É necessário diferenciar lesão de nervo, dor regional complexa e outras causas de dor persistente.

Quais São os Sintomas da Causalgia e da SDRC?

Dor ao toque leve, inchaço, assimetria de temperatura ou cor e dificuldade para movimentar o membro podem ocorrer. Também podem aparecer alterações de suor, pele, pelos ou unhas. Os achados variam e precisam ser examinados.

O diagnóstico é clínico. Os critérios de Budapeste organizam sintomas relatados e sinais observados em quatro grupos: sensitivo, vasomotor, suor/edema e motor/trófico. Exigem ainda que outra condição não explique melhor o quadro.

Não existe um exame isolado que confirme todos os casos. A investigação é dirigida às hipóteses da consulta. Inchaço súbito, febre ou perda nova de força precisam de avaliação rápida.

Causalgia: Como É o Tratamento?

O plano busca recuperar função e controlar sintomas. Pode combinar medicamentos, educação em dor, fisioterapia, terapia ocupacional e apoio psicológico. Exercícios e dessensibilização devem ser graduais, com metas possíveis para aquela fase.

O tratamento não se resume a um implante. Veja os guias de dor crônica e fisioterapia. Registre limitações concretas, como calçar um sapato, apoiar o pé ou usar a mão.

Quando Considerar um Neuroestimulador?

Em casos selecionados, refratários ao tratamento adequado, podem ser discutidas a estimulação medular e a estimulação do gânglio da raiz dorsal (DRG).

O ACCURATE comparou essas técnicas em SDRC ou causalgia de membros inferiores. Seus resultados não indicam implante para toda pessoa com SDRC. Veja o post específico sobre seleção, teste e riscos da neuroestimulação na SDRC.

Perguntas Frequentes sobre Causalgia

Causalgia e SDRC São a Mesma Coisa?

Causalgia corresponde à SDRC tipo II, com lesão nervosa identificável. SDRC é o nome mais amplo da síndrome, que inclui também o tipo I.

Dor em Queimação É Sempre Causalgia?

Não. A sensação de queimação pode ocorrer em diferentes problemas dos nervos. O diagnóstico não deve ser feito apenas pela descrição da dor.

Causalgia Tem Cura?

A evolução e a resposta ao tratamento variam. A equipe acompanha alívio da dor, mobilidade e autonomia, sem prometer desaparecimento completo dos sintomas ou resultado definitivo.

Todo Tratamento de Causalgia Precisa de Neuroestimulador?

Não. O tratamento é individualizado. A estimulação medular e o DRG são possibilidades para casos selecionados e refratários, após avaliação das alternativas, dos riscos e dos objetivos.

Três Artigos Científicos para Entender o Tema

Harden et al., Pain, 2010 — Validação dos critérios de Budapeste. Estudo que fundamenta a organização dos critérios clínicos para reduzir diagnósticos incorretos.

Harden et al., Pain Medicine, 2022 — Diretrizes práticas, 5ª edição. Discute diagnóstico, recuperação funcional e limites da evidência dos tratamentos.

Deer et al., Pain, 2017 — ACCURATE. Ensaio de DRG versus estimulação medular convencional para SDRC ou causalgia dos membros inferiores.

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Como Preparar a Consulta?

Leve datas do trauma ou cirurgia, exames e tratamentos tentados. Descreva o que mudou na pele, na sensibilidade e nos movimentos. Uma segunda opinião pode ajudar a esclarecer o diagnóstico e comparar propostas.