Dr. Juan Aquino

Dr. Juan Aquino — Ortopedista e Cirurgião de Coluna | CRM-RJ 52.99624-6 | RQE 28310. Formação e experiência.

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O sinal de Lasègue é um achado do exame físico usado para investigar dor irradiada pela perna e possível irritação das raízes nervosas lombossacrais. Ele é avaliado pela elevação da perna com o joelho estendido, considerando principalmente o tipo e o caminho da dor provocada.

Lasègue positivo não confirma sozinho uma hérnia de disco e não determina necessidade de cirurgia. Da mesma forma, um teste negativo não elimina todas as causas de ciática. O resultado precisa ser interpretado com a história dos sintomas, a avaliação neurológica e, quando indicado, os exames.

O Que É o Sinal de Lasègue?

Também chamado teste de Lasègue, manobra de Lasègue ou teste de elevação da perna estendida, recebe em inglês o nome straight leg raise (SLR). Faz parte da investigação da dor ciática e pode contribuir para avaliar a sensibilidade mecânica das estruturas nervosas.

A manobra movimenta o membro inferior e modifica a tensão sobre nervos e raízes. O examinador procura saber se a resposta reproduz a dor habitual do paciente. Não se trata simplesmente de medir flexibilidade ou verificar até onde a perna sobe.

O nervo ciático se forma a partir de raízes lombossacrais. Para entender essa relação, consulte o guia de anatomia da coluna lombar.

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Vídeo do Dr. Juan Aquino sobre o tema da dor ciática. O vídeo complementa a explicação; não substitui a avaliação da manobra. Assistir no YouTube.
Esquema da coluna lombar com discos e raízes nervosas, para contextualizar a investigação da dor ciática.
Esquema da anatomia lombar já utilizado no site. A imagem contextualiza discos e estruturas nervosas; não representa a execução do teste de Lasègue. Na lombar baixa, o canal contém raízes da cauda equina.

Como o Médico Faz a Avaliação?

Com a pessoa deitada de barriga para cima, o profissional eleva lentamente a perna, mantendo o joelho estendido. Observa onde aparece o sintoma, se ele é semelhante à queixa habitual e como se modifica com ajustes da posição. A avaliação deve respeitar o conforto e ser interrompida quando necessário.

A faixa de aproximadamente 30 a 70 graus é frequentemente usada como referência na descrição do teste. Entretanto, o ângulo isolado não define o resultado. Dor apenas na lombar, sensação de alongamento atrás da coxa e dor irradiada compatível com a queixa não são respostas equivalentes.

Não force a perna nem peça que alguém provoque dor para tentar confirmar uma hérnia em casa. A descrição da manobra serve para explicar a consulta, e não como orientação para um autoteste.

O Que Significa Lasègue Positivo?

Na interpretação clássica, a resposta relevante é a reprodução de dor irradiada pela perna, frequentemente abaixo do joelho, em um padrão compatível com a queixa radicular. A localização, a qualidade da dor e os demais achados influenciam a conclusão.

Apenas sentir puxar os músculos posteriores da coxa não confirma comprometimento de raiz. Dor muscular, limitações do quadril e outras condições podem interferir na manobra. O teste também não permite identificar sozinho qual raiz está comprometida.

Uma hérnia de disco lombar pode irritar raízes, especialmente nos níveis baixos, mas o raciocínio diagnóstico precisa considerar outras possibilidades. Entenda também a radiculopatia lombar.

Lasègue Positivo Confirma Hérnia? Negativo Exclui?

Não em nenhum dos dois casos. Um resultado positivo pode aumentar a suspeita em um contexto compatível, mas não é prova isolada de hérnia. Um resultado negativo não exclui toda dor de origem nervosa nem todas as alterações da coluna.

A utilidade depende da população examinada, da definição de teste positivo e do método usado para confirmar o diagnóstico. Por isso, porcentagens de acerto de um estudo não devem ser aplicadas automaticamente a qualquer paciente.

Uma revisão sistemática sobre o teste baseado na provocação de dor encontrou resultados variáveis e destacou que respostas inespecíficas, incluindo tensão dos músculos posteriores da coxa, podem produzir falsos positivos. Outra revisão, da Cochrane, concluiu que testes físicos isolados têm desempenho limitado para identificar hérnia lombar com radiculopatia.

Na consulta, o médico combina distribuição da dor, força, sensibilidade, reflexos e evolução dos sintomas. A ressonância entra quando pode esclarecer uma pergunta clínica ou mudar a conduta, sem substituir o exame físico.

Lasègue Cruzado, Bragard e Outros Testes

No Lasègue cruzado, elevar a perna do lado oposto reproduz dor na perna sintomática. Não significa apenas sentir desconforto nos dois lados. Em estudos, essa resposta costuma ser mais específica e menos sensível que o teste convencional: sua presença pode ajudar no contexto adequado, mas sua ausência não descarta o problema.

O teste de Bragard acrescenta um movimento do tornozelo em uma etapa da avaliação. O slump test utiliza outra combinação de posições. Já testes de estiramento do nervo femoral, também chamados em alguns contextos de Lasègue reverso, avaliam outra distribuição, com relação às raízes lombares mais altas.

As manobras não são intercambiáveis. O profissional escolhe conforme a queixa e interpreta o conjunto, sem usar a reprodução da dor como objetivo por si só.

Sinal de Lasègue e Meningite: Não Confunda os Contextos

A busca por “sinal de Lasègue meningite” pode misturar exames usados em situações diferentes. Na investigação de ciática, Lasègue avalia uma resposta relacionada às estruturas nervosas lombossacrais; não diagnostica meningite.

Na avaliação de irritação meníngea, os sinais clássicos incluem Kernig e Brudzinski, além de rigidez de nuca e outros achados. Nenhum sinal isolado confirma ou exclui meningite. Não é seguro tentar descartá-la por uma manobra caseira.

Febre, dor de cabeça importante, rigidez de nuca, confusão ou sonolência anormal exigem avaliação urgente quando há suspeita de meningite. Os sintomas podem não aparecer todos juntos. Não espere um teste de perna positivo para procurar atendimento.

O Que Fazer Depois de um Lasègue Positivo?

O passo seguinte é esclarecer o diagnóstico e a repercussão funcional. O tratamento não é escolhido pelo teste sozinho: pode envolver educação sobre a dor, atividade adaptada, fisioterapia, medicamentos ou outras medidas conforme o caso.

Infiltração ou cirurgia dependem de critérios próprios, como concordância entre sintomas e exames, déficit neurológico, evolução e resposta ao tratamento. Lasègue positivo não é uma indicação automática de operar. Consulte quando a hérnia precisa de cirurgia.

Para preparar a consulta, anote em qual perna a dor aparece, até onde vai, quando começou, o que agrava ou alivia e se existe fraqueza ou dormência. Leve exames prévios, se houver, sem adiar atendimento por falta de imagem.

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Vídeo do Dr. Juan Aquino sobre a indicação de ressonância e tomografia. Assistir no YouTube.

Quando Procurar Atendimento Imediato?

Procure emergência diante de dificuldade nova para urinar, perda do controle da urina ou das fezes, dormência na região íntima ou perda importante e progressiva de força. Esses sinais não devem ser atribuídos apenas à ciática ou a uma contratura.

Dor após trauma relevante, dor acompanhada de febre ou piora clínica rápida também merece avaliação pronta. Veja os sinais da síndrome da cauda equina.

Perguntas Frequentes

Lasègue positivo é grave?

O resultado isolado não mede a gravidade. A presença de fraqueza progressiva, alterações de esfíncteres e outros sinais de alerta muda a urgência da avaliação.

Lasègue negativo significa que não tenho hérnia?

Não. Uma hérnia pode existir sem produzir o padrão esperado na manobra. O resultado precisa ser relacionado ao restante da avaliação.

Sentir apenas alongar atrás da coxa é positivo?

Não necessariamente. Tensão muscular isolada não equivale à reprodução de dor radicular. A descrição do sintoma e os demais achados são importantes.

Preciso fazer ressonância se o teste for positivo?

Não automaticamente. A necessidade depende da suspeita clínica, da evolução e de como o exame pode mudar a conduta.

O sinal de Lasègue serve para diagnosticar meningite?

Não deve ser usado sozinho para essa finalidade. Suspeita de meningite exige avaliação urgente; manobras caseiras não afastam a doença.

Posso repetir o teste todos os dias para acompanhar a melhora?

Não é necessário provocar dor para acompanhar a recuperação. Capacidade de caminhar, realizar tarefas e evolução dos sintomas são informações úteis, em conjunto com a avaliação profissional.

Avaliação da Dor Ciática no Rio de Janeiro

Dor persistente ou irradiada merece avaliação para esclarecer a causa e orientar o cuidado. Atendimento em Botafogo, na Barra da Tijuca e por consulta online.

Referências e Artigos Científicos

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