O que você vai encontrar aqui
- O que é a Escoliose Idiopática do Adolescente?
- Causas e Fatores de Risco
- Como Identificar a Escoliose Idiopática do Adolescente?
- Tratamentos para Escoliose Idiopática do Adolescente
- Cirurgias para Escoliose (Artrodeses Toracolombares)
- Como é o pós-operatório da Cirurgia de Escoliose?
- Qual é o tempo de recuperação da Cirurgia de Escoliose?
- Restrições e Limitações no Pós-Operatório de Escoliose
- Quais são os Benefícios da Cirurgia de Escoliose?
- A Escoliose Cura sem tratamento?
- Quando Procurar um Especialista?
A Escoliose Idiopática do Adolescente (EIA) é uma das condições mais comuns que afetam a coluna vertebral durante o crescimento. Embora muitas pessoas tenham um leve desalinhamento na coluna, a escoliose é caracterizada por uma curvatura lateral significativa, que pode progredir com o tempo e causar problemas funcionais, estéticos e de saúde. Se você notou alguma alteração na postura do seu filho ou está preocupado com sua saúde ortopédica, continue lendo para entender melhor sobre essa condição e como tratá-la.

A avaliação por um Médico de Coluna é fundamental para a melhor definição do tratamento correto da Escoliose Idiopática.
O Dr. Juan Aquino é Especialista em Escoliose Idiopática do Adolescente. Cirurgião Ortopedista Especialista em Coluna e Médico da Dor no Rio de Janeiro, tem mais de 10 anos de experiência no tratamento de Dor na Coluna realizando consultas presenciais, por Telemedicina, Ondas de Choque mecânico (TOC), Infiltrações em consultório médico, Rizotomia da Coluna e Cirurgias da Coluna em Hospitais de referência no Rio.
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O que é a Escoliose Idiopática do Adolescente?
A EIA é um tipo de Escoliose que ocorre sem uma causa aparente (Idiopática), ocorre entre os 10 e 18 anos de idade, ou seja, num período de crescimento acelerado.
A coluna vertebral desenvolve uma curvatura tridimensional que pode assumir a forma de “C” ou “S”.
Essa condição é mais comum em meninas do que em meninos e pode ser progressiva, ou seja, a curvatura tende a piorar com o tempo, principalmente durante o estirão de crescimento.
Causas e Fatores de Risco
A causa exata da Escoliose Idiopática ainda não é completamente compreendida, mas acredita-se que fatores genéticos desempenhem um papel importante. Outros fatores que podem estar associados incluem:
- Histórico familiar de escoliose
- 11% de relação com parentes de PRIMEIRO grau
- 2,4% de relação com parente de SEGUNDO grau
- 1,4% de relação com parente de TERCEIRO grau
- 92% de relação em GÊMEOS IDÊNTICOS
- Diferenças no crescimento e desenvolvimento musculoesquelético
- Possíveis alterações neuromusculares sutis
No entanto, é importante ressaltar que escoliose não é causada por posturas inadequadas, carregar peso excessivo na mochila ou praticar esportes.

Como Identificar a Escoliose Idiopática do Adolescente?
Os pais e cuidadores podem observar alguns sinais visíveis da escoliose nos adolescentes, como:
- Assimetria nos ombros, um mais alto que o outro
- Escápulas salientes ou desniveladas
- Desalinhamento da cintura
- Uma perna que aparenta ser mais curta do que a outra
- Inclinação do tronco para um dos lados
- Costelas mais proeminentes de um lado quando o adolescente se inclina para a frente (Gibosidade ou Corcunda)
- DOR nas costas – sintoma menos comum
Médicos geralmente utilizam o Teste de Adams para identificar a escoliose.
Esse exame simples consiste em pedir ao paciente que se incline para a frente, facilitando a visualização de qualquer irregularidade na coluna.
Para confirmar o diagnóstico e avaliar a gravidade da curvatura, exames de imagem como a Radiografia da Coluna Panorâmica é solicitada, além de Tomografia e Ressonância Magnética.
Classificação da Escoliose
A Escoliose Idiopática do Adolescente é classificada de acordo com o grau da curvatura de forma simples:
- Leve: Curvaturas menores que 20°
- Moderada: Curvaturas entre 20° e 40°
- Grave: Curvaturas acima de 40°
A abordagem do tratamento varia conforme a gravidade da curvatura e o potencial de progressão.

Tratamentos para Escoliose Idiopática do Adolescente
1. Observação e Acompanhamento
Nos casos de escoliose leve, o tratamento mais indicado é o acompanhamento regular com o ortopedista.
O objetivo é monitorar a progressão da curvatura durante o crescimento. O intervalo das consultas varia conforme a idade e a velocidade de crescimento do paciente, podendo ser trimestral ou semestral.
O ortopedista pode solicitar Radiografias de Coluna Panorâmicas periódicas para comparar a evolução da curvatura e ajustar o plano de tratamento conforme necessário.
2. Uso de Colete Ortopédico e Avaliação do seu Resultado Bom
Quando a curva está entre 20 e 40 graus e se o paciente ainda estiver em Fase de Crescimento é indicado COLETE (Órtese Milwalkee ou 3D/4D ou OTLS) idealmente por 18 a 23 horas associado a Fisioterapia e Exercícios Específicos para Escoliose (EEPE ou PESE).
- O Colete pode parar a progressão da curva em até 75% dos pacientes
- O sucesso do tratamento com Colete é observado quando a curva progride até 6 graus da medida inicial, o que permite alguns pacientes usarem a órtese a noite
O tipo certo de Colete e o momento da sua indicação deve ser avaliado por um Médico Especialista em Escoliose no Rio de Janeiro.

3. Fisioterapia e Exercícios Específicos
Exercícios físicos não curam a escoliose, mas podem ajudar no fortalecimento muscular, melhora da postura e redução de dores.
Segundo a Sociedade Internacional de Tratamento Ortopédico e Reabilitação para Escoliose (SOSORT), os 3 objetivos principais dos Exercícios Específicos (EEPE ou PESE) são:
- Autocorreção tridimensional
- Treinamento de atividades de vida diária (AVD)
- Estabilização da postura corrigida
4 exemplos de Exercícios Específicos para Escoliose (EEPE ou PESE):
- Prancha Normal
- Prancha Lateral
- Perdigueiro
- Avião ou Aviãozinho


Fazem parte de um modelo de tratamento para deformidades que inclui educação específica para a doença, exercícios de fisioterapia específicos para os desvios, observação ou vigilância, apoio e intervenção psicológica, órtese e cirurgia.
Cirurgias para Escoliose (Artrodeses Toracolombares)
A cirurgia para Escoliose está indicada quando a curvatura é maior que 40 graus.
A técnica se chama Artrodese Posterior que significa em grego FUSÃO da ARTICULAÇÃO.
O objetivo da Cirurgia da Coluna é CORRIGIR A DEFORMIDADE, promovendo o seu alinhamento mais próximo do normal E PARAR A SUA PROGRESSÃO com uso de parafusos, hastes de titânio e enxertos ósseos do próprio paciente e sintéticos.
Uma vez que a fusão é concluída depois de 3 a 6 meses, os implantes não são retirados para evitar a necessidade de cirurgia adicional.

Quanto tempo dura a Cirurgia de Escoliose?
A cirurgia da deformidade dura entre 3 e 6 horas e é feita sob anestesia geral (intubação após adormecer com o “cheirinho”) e não lembra de nada depois.
Como é o pós-operatório da Cirurgia de Escoliose?
A maioria dos pacientes dorme no CTI 1 a 2 dias, tendo alta para o quarto ficando no hospital por mais 2 a 3 dias totalizando 3 a 5 dias de internação.
No primeiro dia pós-operatório de escoliose, o paciente já é colocado de pé para andar com ajuda do fisioterapeuta.
O paciente sai da cirurgia com um dreno subcutâneo que é retirado no 2o ou 3o dia quando a drenagem é menor que 100 ml nas últimas 24h.

Qual é o tempo de recuperação da Cirurgia de Escoliose?
A primeira consulta de revisão é em 14 dias e após isso inicia a fisioterapia pós cirurgia até os 3 meses. Não é necessário uso de colete.
Crianças e adolescentes geralmente fazem a cirurgia no período de férias e podem retornar à escola em 1 mês e à atividades físicas em três meses.
O tempo de recuperação completo pode durar entre 3 a 12 meses.
As mulheres podem engravidar e ter parto normal após cirurgia de escoliose sem problemas.
Restrições e Limitações no Pós-Operatório de Escoliose
O pós-operatório da cirurgia de escoliose exige cuidados para garantir uma recuperação adequada. Nos primeiros meses, o paciente deve evitar:
- Levantar peso superior a 5 kg
- Atividades de impacto, como corrida e esportes de contato
- Movimentos bruscos ou rotações excessivas do tronco
- Permanecer sentado por longos períodos sem pausas
A recuperação pode levar de 3 a 12 meses, com liberação gradual para atividades normais conforme a orientação médica.
Quais são os Benefícios da Cirurgia de Escoliose?
Os benefícios da cirurgia de deformidades são ESTÉTICOS e FUNCIONAIS principalmente com consequente melhora da AUTO-ESTIMA e SAÚDE MENTAL dos pacientes, sobretudo das meninas.
A cirurgia de deformidade melhora o alinhamento da coluna, dos ombros, da protuberância nas costas, a POSTURA e a RESPIRAÇÃO do paciente.
O paciente sente a coluna menos flexível para isso também.

Quais são os Riscos e Complicações da Cirurgia de Escoliose e sua Prevenção?
As complicações em cirurgias de deformidade são RARAS variando de 0,5 a 1% dependendo do perfil clínico do paciente.
A complicação mais comum é INFECÇÃO, quando alguma bactéria vence o sistema imune do organismo e se profilera gerando secreção de pus local com dor, calor, vermelhidão e edema (inchaço) associados ou não a febre.
A PREVENÇÃO da infecção é feita com administração de ANTIBIÓTICOS em todas as cirurgias além de limpeza com ANTISSÉPTICOS da pele aonde será cortada no ato da cirurgia.
Existem riscos de lesão neurológica que hoje em dias são muito raros, pois a cirurgia de deformidade é realizada na presença de neurologistas na sala operatória que monitoram os nervos e a medula do paciente através da NEUROMONITORIZAÇÃO, que é como se fosse o exame de ELETRONEUROMIOGRAFIA sendo realizado continuamente durante toda a cirurgia.
As técnicas e materiais modernos dos últimos 20 anos também reduziram muito o risco de lesão neurológica.
As lesões neurológicas da cirurgia de escoliose tendem a melhorar entre 6 meses a 1 ano com reabilitação de fisioterapia motora e medicamentos.
Riscos mais raros ainda são de eventos adversos de alergias e cardiovasculares como arritmias.
No pós-operatório de escoliose deve-se atentar para atelectasia, pneumonia, trombose venosa profunda e tromboembolismo pulmonar também incomuns.
A Escoliose Cura sem tratamento?
A Escoliose não corrige sozinha e não tem cura.
Apenas cerca de 5% dos pacientes com escoliose precisam de órtese ou cirurgia.
A progressão da deformidade é monitorada ao longo do tempo com radiografias panorâmicas.
Se algum familiar ou amigo ou seu pediatra ou médico de família suspeitar que seu filho tem escoliose, é fundamental uma avaliação com Médico Especialista em Escoliose no Rio de Janeiro.
O diagnóstico precoce reduz a necessidade uma cirurgia no futuro.
Quando Procurar um Especialista?
Se você percebeu qualquer sinal de escoliose no seu filho, é essencial buscar uma avaliação com um ortopedista especializado. Um diagnóstico preciso e um plano de tratamento adequado são fundamentais para garantir a melhor qualidade de vida ao paciente.
Agende uma consulta com nossos especialistas para uma avaliação detalhada e descubra qual o melhor tratamento para o seu caso!
A avaliação por um Médico de Coluna é fundamental para a melhor definição do tratamento correto da Escoliose Idiopática.
O Dr. Juan Aquino é Especialista em Escoliose Idiopática do Adolescente. Cirurgião Ortopedista Especialista em Coluna e Médico da Dor no Rio de Janeiro, tem mais de 10 anos de experiência no tratamento de Dor na Coluna realizando consultas presenciais, por Telemedicina, Ondas de Choque mecânico (TOC), Infiltrações em consultório médico, Rizotomia da Coluna e Cirurgias da Coluna em Hospitais de referência no Rio.
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Referências:
- Sociedade Brasileira de Coluna (SBC) – https://www.coluna.com.br
- Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) – https://www.into.saude.gov.br
- Sociedade de Coluna da Europa (EUROSPINE) – https://www.eurospine.org
- Sociedade de Coluna Norte Americana (NASS) – https://www.spine.org
- Sociedade de Coluna International (AO Spine) – https://www.aofoundation.org/spine
Livros:
- Benzel’s Spine Surgery. 4th Edition – Michel Steinmetz, Edward Benzel. Elservier, 2017
- O Exame Físico em Ortopedia. Barros Filho TEP – São Paulo: Sarvier
- Neuroanatomia Funcional – Machado, A. Livraria Atheneu, 2000. 3a Edição
Artigos:
1.ACR Appropriateness Criteria Scoliosis-Child. Jones JY, Saigal G, Palasis S, et al. Journal of the American College of Radiology : JACR. 2019;16(5S):S244-S251. doi:10.1016/j.jacr.2019.02.018.
2. Adolescent Idiopathic Scoliosis : A Review of Aetiological Theories of a Multifactorial Disease. Marya S, Tambe AD, Millner PA, Tsirikos AI. The Bone & Joint Journal. 2022;104-B(8):915-921. doi:10.1302/0301-620X.104B8.BJJ-2021-1638.R1.
3. 3D Deformation Patterns of S Shaped Elastic Rods as a Pathogenesis Model for Spinal Deformity in Adolescent Idiopathic Scoliosis. Pasha S. Scientific Reports. 2019;9(1):16485. doi:10.1038/s41598-019-53068-7.
4. From Genetics to Epigenetics to Unravel the Etiology of Adolescent Idiopathic Scoliosis. Pérez-Machado G, Berenguer-Pascual E, Bovea-Marco M, et al. Bone. 2020;140:115563. doi:10.1016/j.bone.2020.115563.
5. The Role of Endocrine Hormones in the Pathogenesis of Adolescent Idiopathic Scoliosis. Liang ZT, Guo CF, Li J, Zhang HQ. FASEB Journal : Official Publication of the Federation of American Societies for Experimental Biology. 2021;35(9):e21839. doi:10.1096/fj.202100759R.
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